Bem-vindos a Sociedades dos Poetas

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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Interpretação de Texto - Fundamental II





Uma pescaria inesquecível

James P. Lenfestei

Ele tinha 11 anos e, a cada oportunidade que surgia, ia pescar num cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago.
A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes, cuja captura estava liberada. O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água.
Logo, elas se tornaram prateadas, pelo efeito da lua, nascendo sobre o lago.
Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha.
O pai olhava com admiração, enquanto o garoto, habilmente, e com muito cuidado, erguia o peixe exausto da água.
Era o maior que já tinha visto, porém sua pesca só era permitida na temporada.
O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras volvendo para trás e para frente.
O pai, então, acendeu um fósforo e olhou para o relógio.
Pouco mais de 10 horas da noite...
Ainda faltavam quase duas horas para a abertura da temporada.
Em seguida, olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo:
— Você tem que devolvê-lo, filho!
— Mas, papai, reclamou o menino.
— Vai aparecer outro, insistiu o pai.
— Não tão grande quanto este, choramingou a criança.
O garoto olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou embarcações à vista.
Voltou novamente a olhar para o pai.
Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável.
Devagar, tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura.
O peixe movimentou rapidamente o corpo e desapareceu.
Naquele momento, o menino teve certeza de que jamais pegaria um peixe tão grande quanto aquele.

Questões:


1- Escreva resumidamente sua introdução.

Resposta: O amor pela pesca de um menino não era tão grande quando ao respeito que ele, ainda tão jovem, nutria pelo pai. Acima de tudo, sabia que o exemplo que seu pai passava-lhe era algo importantíssimo e sua índole intocável era algo que admirava. Um pai de ética, e de bom caráter e um filho obediente.

2- Retome a leitura do texto até o parágrafo: “Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como daquela noite”.

a. Se você fosse o pai, como agiria? Por quê?

Resposta: Se eu fosse o pai agiria da mesma forma, porque ele estava seguindo as normas colocadas, ensinando ao filho a obedecê-las de igual forma, não agindo de forma errado.

b. Se você fosse o menino, o que faria? Por quê?

Resposta: Agiria de igual forma, porque o respeito ao pai, principalmente às leis impostas é o que é mais importante.

3- Você deve ter deparado com o termo “ética” (s.f.), que, conforme o Dicionário Novo Aurélio significa: “estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana, suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto”.
Você deve ter percebido que a ética é uma questão de valor.
Na sua concepção de ética, que valores estão envolvidos?

Resposta: Como ética é a questão de valores humanos, mediante as regras impostas pela sociedade. Notamos que está envolvida tal concepção quando o pai manda o filho devolver o peixe, pois ainda faltavam duas horas para a liberação da pesca; mesmo não tendo ninguém por perto, o pai usou de ética em seu ato.

domingo, 12 de junho de 2011

Interpretação de Textos - Fundamental II




A velha contrabandista

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na mesma, com um bruto saco atrás do veículo. O pessoal da Alfândega – tudo malandro – começou a desconfiar da senhora.
Um dia, quando ela vinha em sua lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou-a parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou:
- Escute aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todos os dias, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva?
A senhora sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros que ainda adquirira no odontologista e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. Ela saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à senhora que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e o outro com muamba, dentro daquele saco.
No dia seguinte, quando a mesma passou montada na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou para outra vez. Perguntou o que ela lavava no saco e ela respondeu que era areia! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas às vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olhe, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando bastante. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas o saco só tem areia! – insistiu a velhinha.
E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que a deixo passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada à ninguém, mas a senhora vai me dizer qual é o contrabando que está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não espalha? – quis saber a velhinha.
- Juro! – respondeu o fiscal.
- É a lambreta!
(Stanislaw Ponte Preta)

Atividades

1. O que a velhinha carregava dentro do saco, para despistar o guarda?

Resposta: Areia

2. O que o autor quis dizer com a expressão “tudo malandro”?

Resposta: Que era esperto, vivido.

3. Leia novamente o 4º parágrafo do texto e responda: Quando o narrador citou os dentes que “ela adquirira no odontologista”, a que tipo de dentes ele se referia?

Resposta: A dentadura.

4. Explique com suas palavras qual foi o truque da velhinha para enganar o fiscal.

Resposta: Ela passava todos os dias com um saco de areia na lambreta, assim o fiscal nem perceberia a troca de lambreta.

5. Quando a velhinha decidiu contar a verdade?

Resposta: Quando o fiscal prometeu não contar nada a ninguém.

6. Qual é a grande surpresa da história?

Resposta: A grande surpresa da história era a própria lambreta.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Interpretação de Texto - Fundamental II




O Anel

Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor sem olhá-lo, disse:
- Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois.
E fazendo uma pausa falou:
- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.
- C...Claro, professor - gaguejou o jovem. Mas se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores.
Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele.
Só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos.
Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas foi impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante, meu jovem - contestou o professor sorridente - devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro.
Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, que não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 MOEDAS DE OURO!!! - exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado até a casa do professor para contar o que ocorreu.
- Senta - disse o professor. E depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um poderia descobrir o seu verdadeiro valor??? E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.
- Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.
Autor Desconhecido

Questões


1. Escreva a mensagem principal do texto.

Resposta: A mensagem principal do texto, passado pelo professor ao aluno, é que muitas das vezes nos não nos valorizamos como pessoa, na área profissional, amorosa, nos relacionamentos familiares, ao até na roda de amigos. Desejamos que outros digam “quem somos” e nos dê o valor que, primeiramente, deveríamos nós mesmos nos dar. Devemos, antes de tudo, valorizarmo-nos e, assim, conhecermo-nos. Só seremos valorizados pelos outros se assim, de igual forma, formos, antes, por nós mesmos.

2. Retome a leitura até o sexto parágrafo. Neste trecho, o professor começa a solucionar o problema do aluno. O que nos permite fazer esta afirmação?
Resposta: O professor, ao perceber que o problema do aluno se dava por ele mesmo se achar conforme os outros diziam, pediu-lhe um favor, e se o mesmo fosse feito, após o ajudaria com o seu. Ao pedir tal favor ao aluno, começaria, então, uma lição que ele entenderia mais a frente, sendo a solução de seu próprio problema.

3. Continue a leitura, do parágrafo 7° ao 12°. Que sentimentos afloram no rapaz, por não ter conseguido atender às expectativas do professor?

Resposta: Afloram no rapaz o sentimento de que ele é realmente importante, esperto, sentimento de dever cumprido, de superioridade, sendo capaz de realizar feitos e, caindo por terra tudo aquilo que antes era verdade para ele- que era lerdo e que não servia para nada, de que não fazia nada bem e de que era muito idiota.

4. Pela leitura efetuada até o parágrafo 15, algumas características do rapaz estão implícitas no texto. Cite pelo menos três delas.

Resposta: A primeira característica notada no rapaz é que ele tinha uma personalidade fraca, e deixava se levar pela opinião dos outros, em relação a sua conduta e seus valores. A segunda é que ele mesmo não se valorizava. Terceira característica encontrada é que ele mesmo não se conhecia.