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domingo, 29 de janeiro de 2012

Dinâmica – Início de Ano Letivo




site: www.saberefazer.com


O país imaginário – Normas e Regras para Alunos


Essa dinâmica para o inicio de ano letivo tem por objetivo levar as alunos a perceberem que os direitos também são baseados em necessidades. Desenvolve o relacionamento interpessoal, comunicação e responsabilidade.
Materiais: Folhas de papel; marcadores.
Procedimento: Os professores dividem as os alunos em grupos de 5elementos e leem o seguinte texto:
“Imagine que descobrira um novo país, onde ninguém tinha vivido antes, e onde não havia leis nem regras. Você e os outros membros do teu grupo serão os pioneiros nesta nova terra. Não sabe que tipo de estatuto (leis) vai ter lá.”
Individualmente, o aluno escreve uma lista com três direitos que pensa serem essenciais para toda as pessoas que vão habitar este país.
Assim, o professor pede para as pessoas partilharem o que escreveram e concordarem numa lista de 10 direitos que o grupo acredite que devam ser garantidos.
Eles deverão dar um nome ao país e escrever numa grande folha de papel juntamente com a sua lista.
Cada grupo apresenta a sua lista aos outros estudantes.
Se houver direitos que surjam repetidos o professor ou educador deverá assinalar com uma cruz.
Depois de todos os grupos terem apresentado, o professor pede para as pessoas encontrarem (se houver) direitos que se contradigam.
Dicas: Questões para discussão:
Será que esta lista pode ser totalmente racionalizada?
Os direitos semelhantes poderão estar agrupados em conjunto?
Quão perto da realidade estará esta lista?
No que o grupo se baseou para construir a lista?
Como ocorreu o trabalho nos grupos?
Como avaliam a atividade?
Que lições e aprendizagens podem levar desta vivência?
Observar se o aluno tem boa imaginação e se ocorreu identificação entre os participantes da dinâmica.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Gramática: Exercícios para o Ensino Médio




Questões para avaliação


1. Dê a função sintática dos termos assinalados pelas aspas: "O lucro", que é um dos incentivos do sistema, foi "excelente".


a) ( ) objeto direto - adjunto adverbial.
b) ( x ) sujeito - predicativo do sujeito.
c) ( ) sujeito - predicativo do objeto.
d) ( ) predicativo do sujeito - predicativo do objeto.




2. "Pagam bem lá?" Nesta oração o sujeito é:



a) ( ) oculto
b) ( ) simples
c) ( x ) indeterminado
d) ( ) oração sem sujeito




3. "Em nossa terra não se vive senão de política." Nesta oração o sujeito é:



a) ( x ) Indeterminado
b) ( ) oração sem sujeito
c) ( ) oculto
d) ( ) simples




4. "Afinal, lá se está sempre contente." Nesta oração o tipo de sujeito é:



a) ( x ) Oculto
b) ( ) composto
c) ( ) determinado
d) ( )indeterminado




5. "Precisa-se de operários para a obra." Nesta oração o tipo de sujeito é:



a) ( ) composto
b) ( x ) indeterminado
c) ( ) simples
d) ( ) oração sem sujeito




6. "Os livros escolares devem ser tratados com carinho." Nesta oração o tipo de sujeito é:



a) ( ) composto
b) ( ) indeterminado
c) ( x ) simples
d) ( ) oração sem sujeito



7. Meu amigo José estuda à noite. Nesta oração o tipo de sujeito é:



a) ( ) indeterminado
b) ( ) composto
c) ( x ) simples
d) ( ) nenhuma das anteriores




8. "Entusiasmo, garbo e disciplina caracterizaram o desfile." Nesta oração o tipo de sujeito é:



a) ( ) indeterminado
b) ( x ) composto
c) ( ) oração sem sujeito
d) ( ) simples




9. O sujeito de uma oração é determinado quando:



a) ( x )O seu núcleo é um substantivo, palavra substantivada, pronome ou oração substantiva
b) ( ) O seu núcleo é sempre um substantivo
c) ( ) O seu núcleo é sempre uma oração substantiva ou um substantivo
d) ( ) O seu núcleo é sempre um pronome pessoal ou um substantivo.




10. Quanto à espécie, o sujeito de uma oração pode ser:



a) ( ) Determinado ou indeterminado
b) ( ) Simples ou composto
c) ( x ) As duas alternativas anteriores estão corretas.
d) ( ) Nenhuma alternativa está correta.




11. Sobre a formação de palavras, temos no exemplo abaixo que tipo de formação?
“miau, zum... zum..., piar, tinir, urrar, chocalhar, cocoricar”.



Resposta: (onomatopéias).




12 Desmembre as seguintes palavras e , após, especifique o tipo de processo de formação de palavras: embora , fidalgo, hidrelétrico , planalto.



Resposta:
(em + boa + hora – composição por aglutinação)
(filho + de + algo – composição por aglutinação)
(hidráulico + elétrico – composição por aglutinação)
(plano + alto – composição por aglutinação)




13. Especifique os padrões das frases abaixo, e após, analise as que estão marcadas:



a. Os homens são julgados insensíveis pelas mulheres .
Padrão III: S + VTI + OI + Padrão V: S+ VL+PS
Os homens são insensíveis.
Os homens= sujeito simples – homens núcleo do sujeito
São = verbo de ligação
Insensíveis = predicativo do sujeito
Os homens / são julgados / pelas mulheres.
Os homens= sujeito simples – homens núcleo do sujeito
São julgados = verbo transitivo indireto
Pelas mulheres= objeto indireto



b. Chamou-lhe ingrato. Padrão IV = S + VT + OD + OI



c. Este livro está com a edição esgotada. Padrão V = S + VL + PS



d. Os voos têm sido cancelados diariamente. Padrão V = S + VL + PS + ADJ. ADV DE TEMPO.



e) Durante o ano, muitos alunos desistem do curso.
Padrão III: S + VTI + OI (ADJ. ADVERBIAL DE TEMPO)
Durante o ano: Adjunto adverbial de tempo
Muitos alunos: sujeito simples – muito (adjunto adnominal) – alunos (núcleo do sujeito)
Desistiram: verbo transitivo indireto
Do curso: objeto indireto



f. O amor de Mariana transformava a minha vida.
Padrão II: S + VTD + OD
O amor de Mariana: sujeito simples – amor (núcleo do sujeito)
Transformava: verbo transitivo direto
A minha vida: objeto direto




14. Explique a diferença entre Morfologia e Sintaxe e justifique a relevância desses aspectos para o desenvolvimento e aprendizado adequado da língua.



Resposta: Morfologia (geralmente em séries iniciais): adjetivo, numeral, conjunção, pronome, interjeição, verbo, preposição, advérbio, substantivo, artigo.
Sintaxe: sujeito (oculto, indeterminado, inexistente e entre outros, predicado verbal, predicado nominal, verbo transitivo e intransitivo, objeto direto e indireto, núcleo do objeto, núcleo do sujeito entre outros).
Na sintaxe analisa a função de cada palavra, para que ela serve na frase, já na morfologia não, pois analisa palavras soltas do contexto.

Morfossintaxe



Tire suas dúvidas sobre Gramática Normativa e Descritiva


1. Conceitue gramática descritiva ou sincrônica.


Resposta: A Gramática descritiva ou sincrônica é o estudo do mecanismo pelo qual uma dada língua funciona, num dado momento (Gr. Syn- “reunião”. Chrónos- “tempo”), como meio de comunicação entre os falantes, e na análise da estrutura, ou configuração formal, que nesse momento a caracteriza.
Quando se emprega a expressão gramática descritiva, ou sincrônica, sem outro qualitativo a mais, entende-se tal estudo e análise como referente ao momento atual, ou presente, em que é feito a Gramática.


2. Qual o limite da gramática normativa?

Resposta: A gramática normativa se detém às regras gramaticais. Isso denuncia que o não-domínio dessa norma é determinante para a baixa qualidade dos textos. Denuncia também a importância atribuída ao seguimento das regras prescritas pela gramática normativa em um texto.
Contudo, a escola vê na gramática normativa o único caminho para o ensino de Português, uma vez que reconhece nas regras apresentadas pela gramática normativa a norma padrão. Em contraposição, optaríamos no ensino de uma gramática descritiva, ao invés a citada anteriormente.
Segundo estudos de Travaglia (2003, p.30), Gramática normativa:

“... é aquela que estuda apenas os fatos da língua padrão, da norma culta de uma língua, norma essa que se tornou oficial. Baseia-se, em geral, mais nos fatos da língua escrita e dá pouca importância à variedade oral da norma culta, que é vista, conscientemente ou não, como idêntica à escrita. Ao lado da descrição da norma ou variedade culta da língua (análise de estruturas, uma classificação de formas morfológicas e lexicais), a gramática normativa apresenta e dita normas de bem falar e escrever, normas para a correta utilização oral e escrita do idioma, prescreve o que se deve e o que não se deve usar na língua. Essa gramática considera apenas uma variedade da língua como sendo a língua verdadeira.”

Esse conjunto de regras configura-se como uma espécie de lei que regula o bom uso da língua em uma sociedade, considerando-se “erros” as outras possibilidades existentes nas demais variedades da língua, conforme aponta Travaglia (2002, p.30).


3. Pode-se buscar todas as explicações na linguística história ou diacrônica? Explique:

Resposta: Jamais devemos generalizar algo e, como foi escrito acima, percebemos que há uma generalização se dizermos que se pode buscar todas as explicações na linguística histórica ou sincrônica.
Como é sabido a linguística histórica, dominante no século XIX, tem por objetivo classificar as línguas do mundo de acordo com suas afiliações e descrever o seu desenvolvimento histórico.
Pode-se, assim, concluir que não podemos buscar todas as explicações na linguística histórica, por causa das variações da língua.


4. Pode ser considerada certa ou errada a frase a seguir:
“A norma não pode ser uniforme e rígida”. Justifique.

Resposta: Consideramos a frase correta, pois com o fortalecimento das teorias linguísticas modernas, vários problemas relacionados à abordagem normativa, incluídos aí aqueles de natureza extralinguística, foram trazidos à tona e, com isso, a língua passou a ser discutida à luz de uma atitude menos dogmática e mais realista. Veja-se, por exemplo, a lição de Joaquim Mattoso Camara Jr., um dos principais nomes dos estudos linguísticos no Brasil:

[...] a norma não pode ser uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com cada situação social específica. O professor não fala em casa como na aula e muito menos numa conferência. O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria numa sessão da Câmara.

[...] Partem do princípio insustentável de que a norma tem que ser sempre a mesma, e fixam um padrão social altamente formalizado como sendo o que convém sempre dizer. (CAMARA, 2002, p. 16)


5. Qual é a melhor solução para o professor de Língua Portuguesa e os Homens em geral não entrarem em atrito entre si?

Resposta: Acreditamos que a melhor solução é ambos se respeitarem, pois onde há o mesmo tudo flui melhor. Porque sabemos, e já fora citado, a língua, assim como a norma não podem ser uniforme e rígida. De igual forma o professor não usará de palavras cultas e difícil entendimento em sua casa, o que ao contrário na escola ocorre. Saber adequar a língua ao ouvinte é uma forma de respeitá-lo, ou seja, não iremos à feira-livre e usaremos termos como, por exemplo: por obséquio, quanto custa o quilo da batata? Mas sim, devemos adaptá-la para que melhor sejamos entendidos.
Bakhtin (1986, p.113) descreve a linguagem sob a perspectiva de “ponte lançada entre o homem e o outro homem”. Segundo ele, é através da palavra que a pessoa se define em relação ao outro e à coletividade, pois esta é o modo mais sensível e puro de relação social, de forma que:

“As palavras são tecidas a partir de uma multidão de fios ideológicos e servem de trama a todas as relações sociais em todos os domínios. É, portanto, claro que a palavra será sempre o indicador mais sensível de todas as transformações sociais, mesmo daquelas que apenas despontam, que ainda não abriram caminho para sistemas ideológicos estruturados e bem formados.”


6. Qual é a crítica que podemos fazer em relação à gramática descritiva?

Resposta: Entendemos por gramática descritiva um conjunto de regras que são seguidas, busca pelas regularidades da língua: assemelha à lei da natureza.
A Gramática descritiva trata de explicar então, o mecanismo da língua, construindo hipóteses que explicam o seu funcionamento. Nessa concepção, saber gramática significa ser capaz de distinguir, nas expressões de uma língua: as categorias, as funções e as relações que entram em sua construção, descrevendo com elas sua estrutura interna e avaliando suas regularidades.
A mesma se opõe a gramática normativa. Explica, enumera e classifica a estrutura das frases, dos morfemas que formam as frases, dos fonemas que constituem os morfemas e das regras de combinação dessas unidades. Trata-se de um trabalho de definição, interpretação e não de julgamento ou legislação.


7. Por que é importante estudar a língua do ponto de vista morfológico?

Resposta: Há um princípio linguístico universal que afirma “nada na língua funciona sozinho”. Para que todas essas unidades linguísticas a que nos referimos passem efetivamente a exercer qualquer função significativa ou comunicativa é necessário sempre que se organizem ao menos em duas unidades. Assim, é preciso que se junte um radical (o lexema “puro” livr-, por exemplo) a uma desinência (um gramema dependente, como –o) para que tenhamos um vocábulo autônomo (livro), ou que forme um sintagma nominal – o seu livro – (a partir de um artigo e/ou um pronome possessivo e de um núcleo substantivo). Até mesmo um texto não se constitui se não se aliar ao menos um signo linguístico a um contexto, e assim por diante.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Interpretação de Texto: Ensino Médio (Tirinha)



Questão

No 1º quadrinho, a fala do personagem pode ser substituída por:
(A) “Quer namorar comigo?”
(B) “Você é muito bonita para mim!”
(C) “Você é muito simpática!”
(D) “Você é muito humilde!”

Resposta correta: B

Interpretação de Texto: Ensino Médio - O Pavão




      E considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta, como em um prisma.O pavão é um arco-íris de plumas.
       Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
       Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.


(BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Rio de Janeiro: Record, 1996, p. 120)



Questão



No 2º parágrafo do texto, a expressão: ATINGIR O MÁXIMO DE MATIZES, significa o
artista:

(A) fazer refletir, nas penas do pavão, as cores do arco-íris.
(B) conseguir o maior número de tonalidades.
(C) fazer com que o pavão ostente suas cores.
(D) fragmentar a luz nas bolhas d’água.

Resposta correta: D