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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Projeto: Família e Escola em Parceria: trabalhando para o crescimento dos Alunos através de uma comunicação de qualidade



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1. Justificativas

“O ato de planejar é sempre processo de reflexão, de tomada de decisão sobre a ação; processo de previsão de necessidades e racionalização de emprego de meios materiais e recursos humanos disponíveis visando à concretização de objetivos em prazos determinados e etapas definidas, a partir dos resultados das avaliações. ”  (PADILHA. 2001, p. 30)


Sabemos que nosso papel como Orientador Pedagógico é de gestor escolar; assim, este deve ser responsável, além de outras coisas, pela prestação de assessoria didático-pedagógica aos educadores e educando, fazendo uma ligação de ambos com os familiares dos alunos, garantindo, com isso, o crescimento do mesmo.
Contudo, foi-nos pedido como projeto do quinto período o conhecimento pertinente à ação do supervisor de ensino e do orientador educacional como “parceiros” do docente no seu cotidiano profissional.
Desta maneira, como resposta a tal, apontamos que, como Orientadores, devemos acompanhar o processo ensino-aprendizagem de nossos alunos, não de forma passiva, mas atuando junto a eles. E só isto não basta, devemos proporcionar, antes de tudo, um diálogo (uma comunicação de qualidade) entre todos os atores escolares e as famílias. E por que isso? Porque sabemos o quão difícil é se comunicar com clareza.
A indicação da temática a ser trabalhada precisa refletir a necessidade a ser superada, e a necessidade encontrada por nós foi o problema de diálogo entre alunos e professores (vice-versa), professores e pais (vice-versa); atrapalhando, assim o rendimento escolar e o aprendizado do docente. E como o Orientador deverá trabalhar? Qual o papel do Supervisor em tudo isso?
Desta forma, podemos apontar, em linhas gerais, que o papel do Orientador é de trabalhar diretamente com os alunos, ajudando-os em seu desenvolvimento pessoal; ou em outros momentos em parceria com os professores, para então compreender o comportamento dos alunos e agir de maneira adequada em relação a eles; com a escola, na organização e realização da proposta pedagógica; e, por fim, com a família, orientando, ouvindo e dialogando com pais e responsáveis (que é um dos focos de nosso trabalho).
Para que todo o processo estivesse em harmonia, teremos o Supervisor Escolar como parceiro em nosso cotidiano escolar. Ou seja, segundo o conceito clássico de Nérici (1987), “de que a supervisão escolar consiste no serviço de assessoramento a todas as atividades que tenham influência no processo de ensino e aprendizagem, para que as necessidades e aspirações dos educandos sejam mais eficientemente atendidas”.
Em suma, o intuito deste projeto é justamente trazer a realidade da escola a importância da comunicação. E tal tema vale muito a pena ser trabalhado, pois a falta de diálogo é um dos maiores problemas encontrados, dentro e fora da escola.

 ­ 2. Situação-problema

Como situação-problema encontrada referente a “falta de diálogo”, ou até mesmo “a comunicação errada e com ruídos”, sendo esta mal interpretada e com algumas resistências entre a escola e família, alunos e professores, o propósito deste projeto é de que tal situação seja solucionada por meio de intervenção pedagógica.
Nossa temática é acerca da:  Família e Escola em Parceria: trabalhando para o crescimento dos Alunos através de uma comunicação de qualidade.
Como nos é bastante observado no ambiente escolar, parece-nos que professor e pais não falam a mesma “língua”, havendo muitas das vezes o desentendimento dos mesmos. Tais problemas não são solucionados em simples reuniões bimestrais, trimestrais ou semestrais (dependendo da escola e do perfil adotada por ela para a realização das reuniões com os pais).
Necessário é haver um tempo maior para tais conversas, para que pais e professores possam ser parceiros na educação dos alunos, não apenas rivais, como muitas das vezes presenciamos, onde os pais parecem querer “puxar o tapete” do professor, ou culpa-lo por mazelas que acontecem com seu filho (a). Outro detalhe peculiar observado era que tanto os pais, como os professores, jogavam um a culpa no outro, mediante a problemas dentro e fora de sala de aula. Para isso, deverá haver a intervenção do Orientador, para que haja um consenso sobre tais assuntos e apontar a obrigação de cada um, mediante ao aluno e filho. Parece até um jogo de empurra-empurra onde não aparecem os culpados e os que mais sofrem são os alunos, que ficam no meio desta discussão sem fim.
De fato, nos é claro que ambos, escola e família, estão perdidos, mediantes as muitas transformações existentes em nosso dia-a-dia, muitas delas causam o stress, o nervosismo, a falta de paciência, etc., necessitando urgentemente de ajuda. Elas necessitam mais do que nunca se unirem e enfrentarem as mazelas da modernidade, necessitam acompanhar as muitas mudanças de forma conjunta, para que haja, assim, um verdadeiro processo de aprendizagem dos alunos, pois a maior necessidade é que haja uma interação, uma ajuda mútua, na busca de um objetivo em comum: trabalhando para o crescimento dos Alunos através de uma comunicação de qualidade.
Neste período de estágio presenciamos tais realidades que nos deixaram desconfortáveis, pois pouco diálogo havia entre pais e professor, e pouca intervenção do Orientador nesta questão.
Trabalhar com a temática de uma comunicação saudável e direta não é tarefa fácil, mas vale muito a pena, pois os resultados melhorarão, e muito, o diálogo entre família e escola.
Para tal, o Orientador é essencial para fazer o elo entre estes: Escola e Família. Desta forma, também, o Supervisor será de grande valia. Ou seja, ele serve de elo entre educadores, pais e estudantes, atuando, contudo, para administrar diferentes pontos de vista.

3. Público-alvo

Como já fora anteriormente citado, nosso público alvo serão não apenas os alunos e os professores, mas também os pais destes alunos, de forma a haver uma interação entre escola e família.
Para que aja esta briga e este empurra-empurra na hora de apontar os erros, devemos, como Orientadores, intervir e solucionar este grande problema, que muitas das vezes é deixado de lado, por se tratar de algo delicado. E teremos como aliados o Supervisor, que tem como papel de estabelecer o posicionamento de se envolver, de agir, de participar interagindo na comunidade dos relacionamentos na escola, em sala de aula nas quais os alunos estão inseridos, e fora dela também.


4. ­ Objetivos

“Costuma-se dizer que a família educa e a escola ensina, ou seja, à família cabe oferecer à criança e ao adolescente a pauta ética para a vida em sociedade e a escola instruí-lo, para que possam fazer frente às exigências competitivas do mundo na luta pela sobrevivência” (OSORIO, 1996, p.82).

Assim, podemos afirmar que fazer um elo entre a escola e os pais ou responsáveis e a comunidade é uma das funções mais importantes do orientador educacional. Para tanto, podemos citar:

“A escola e a família são instituições que têm em comum a preparação dos jovens para o desenvolvimento social, sendo ambos os grupos ponto de referência nos quais vivemos e atuamos. É função da escola, além de estudar os jovens, ensinar os conteúdos específicos dos diversos ramos do conhecimento, o que faz com que se diferencie da função da família, que tem uma ação educativa voltada para a construção de valores, sentimentos e emoções (SZYMASKY, 1997).

Contudo, ao pensarmos no trabalho do orientador mediante às famílias, é essencial ouvir e identificar seus valores e modos de verem a vida; assim, ele poderá detectar que a família espera da escola e, desta forma, convidá-los a participar da mesma, não a vendo de forma passiva, mas ativa. Tudo isso deve levar a família a sentir acolhida e compreendida para que se construa com isso um elo de confiança e parceria. Porém, se a mesma estivar atuando de forma errada e, contudo, atrapalhando no ensino-aprendizado de seu(s) filho(s), deverão, de forma ética e adequada, sem causar constrangimento, serem chamados a atenção.
Portanto, estes questionamentos apontados trazem em si uma grande complexidade que necessita, entretanto, de um “olhar diferenciado” dos educadores e orientadores a respeito dos modos de educação e do conceito de família que se transforma à medida que a sociedade também sofre tais mudanças e evolui.

“se há concordância acerca do conteúdo, método e da qualidade do ensino oferecido pela escola, isto é, apoio tácito dos pais/mães, e aprendizagem satisfatória dos filhos/as, isto é, convergência positiva do aproveitamento individual e da eficácia escolar, tudo vai bem nas relações família-escola. Mas se os resultados são insatisfatórios ou deficientes... então há problemas. Portanto, a relação família-escola basicamente depende de consenso sobre a filosofia e currículo (adesão dos pais/mães ao projeto-pedagógico da escola), e de consciência entre, de um lado, concepções e possibilidades educacionais da família e, de outro, objetivos e práticas escolares. A relação família-escola também será variavelmente afetada pela satisfação ou insatisfação de professoras e de pais/mães, e pelo sucesso ou fracasso do/a estudante”. (Carvalho, p20)



Desta forma, nosso objetivo é que o Orientador, juntamente com o Supervisor, elabore palestras sobre “comunicação”, sobre a importância do diálogo entre a Escola e Família.
Com isso, para que ambas - família e escola – possam trabalhar em conjunto, é necessário que a escola seja encorajada ao exercício do debate, crítica, sendo estes abertos a “ouvir” o que a família tem a dizer e ajuda-los em suas limitações.
Desta forma, tal projeto pretende discutir sobre problemas de diálogo entre escola e família; solucionar tais falhas nessa comunicação; alcançar um equilíbrio entre essas partes, havendo, assim, uma parceria entre ambas, afim de proporcionar o crescimento dos alunos.
O que pretendemos, contudo, é a implementação de palestras, tanto para os pais como para os professores, podendo com isso solucionar tais problemas existentes na escola - seja a escola particular ou pública.
Desta forma, os pais deverão entender seus limites e onde estão errando e acertando quanto a esta temática; de igual forma os professores, pois deverão trabalhar em parceria, não como “gato e rato”, como nos é bem notado no cotidiano escolar.
Por fim, queremos apontar as deficiências que há neste setor, que é pouco trabalhado, caminhando para uma integração e entendimento entre ambos.

5.  Embasamento teórico

“Uma ligação estreita e continuada entre os professores e os pais leva, pois, a muita coisa mais que a uma informação mutua: este intercâmbio acaba resultando em ajuda recíproca e, frequentemente, em aperfeiçoamento real dos métodos. Ao aproximar a escola da vida ou das preocupações profissionais dos pais, e ao proporcionar, reciprocamente, aos pais um interesse pelas coisas da escola, chega-se até mesmo a uma divisão de responsabilidades...” (PIAGET, 1972, Apud JARDIM, 2006, p.50)

Partindo dessa ideia apontada a seguir, e de outras que ainda serão sugerias, notamos a importância da interação entre família e escola, afim de haver um crescimento maior do aluno, dentro e fora do ambiente escolar.
Entretanto, antes de entrarmos propriamente dito no tema proposto por nosso projeto, iremos apontar de forma sucinta o papel do Orientador e Supervisor, visando melhor entendimento de onde queremos chegar.

Como nós é sabido, o papel do Orientador Educacional, na contemporaneidade, vai muito além da mera “orientação vocacional” e das obrigações atuais da lei – conforme fora aprendido na matéria de Orientação em Supervisão Escolar e Orientação Educacional. Ele, por sua vez, está cada vez mais consciente de seu papel, realizando um trabalho de forma interdisciplinar (esta diz respeito à integração de todos os saberes, sejam de ordem disciplinar ou atividades; o que demanda, assim, uma nova atitude, por meio do educador, diante do conhecimento, tendo tal prática interdisciplinar a necessidade de humildade, espera, desapego, coerência e, por fim, respeito).
Desta feita, não apenas alunos e professores são alvos do Orientador, mas também entram os funcionários em geral, demais técnicos, a comunidade onde a escola se situa e, por fim, os pais ou responsáveis – a família em si.
Assim, podemos apontar onde este Orientador Educacional deverá atuar dentro da escola:

ü  Na Orientação Escolar;
ü  Relação família-escola (que é o foco de nosso projeto);
ü  Relação escola-comunidade;
ü  Orientação em relação à saúde;
ü  Relações humanas (que é de muita importância e relevância ao nosso projeto em citar tal elemento);
ü  Orientação para o lazer;
ü  Orientação vocacional e para o trabalho;
ü  Acompanhamento pós-escolar.

Desta feita, o Orientador deve seguir a nova ordem pedagógica que se subdivide em: fazer, ser, conhecer e fazer.
Contudo, queremos ressaltar, também, como o Orientador poderá colaborar com à direção escolar, para assim tornarem o espaço da escola mais harmonioso e completo; são eles:

ü  Participar das decisões tomadas e contribuir para o bom encaminhamento das questões administrativas;
ü  Auxiliar na organização das classes, horários (da escolha das turmas pelo professor, das atividades complementares, estudo do meio, festas, reuniões (que é nosso foco neste projeto), enfim, quando auxiliar na organização técnico-pedagógico do trabalho educativo.
ü  Propor assuntos de comum interesse educacional para serem debatidos e concluídos em reunião (o que nos é muito relevante);
ü  Realizar programações comuns e distribuir responsabilidades pela execução e avaliação das mesmas (CP/OE).

Agora falando um pouco sobre o papel do Supervisor Escolar, notamos que se trata de um:

“Processo que tem por objetivo prestar ajuda técnica no planejamento, desenvolvimento e avaliação das atividades educacionais em nível de sistema ou de unidade escolar, tendo em vista o resultado das ações pedagógicas, o melhor desempenho e o aprimoramento permanente do pessoal envolvido na situação de ensino-aprendizagem”. (PRZYBYLSKI, s/d, p.16)

Assim, de forma resumida, o papel deste é de, segundo Ferreira (2008, pp. 89-99):

ü  Quanto ao planejamento: coordenação, construção e elaboração coletiva do projeto acadêmico/educacional, implementação coletiva, coordenação da “vigilância” sobre seu desenvolvimento e necessárias reconstruções;
ü  Quanto à gestão: coordenação, propriamente dita, de todo o desenvolvimento das políticas, do planejamento e da avaliação – projeto acadêmico/educacional, construído e desenvolvido coletivamente.
ü  Quanto à avaliação: análise e julgamento das práticas educacionais em desenvolvimento com base em uma construção coletiva de padrões que se alicercem em três princípios/posturas intimamente relacionadas: a avaliação democrática, a crítica institucional e a criação coletiva e a investigação participante e continuada;
ü  A todos esses elementos - estudar muito e continuamente, individualmente e coletivamente, discutindo conceitos e formas de elaboração prática de estratégias de ação pedagógica

Assim, faz-se necessário a família, trabalhando juntamente com a escola, na construção do projeto educacional. Desta forma, haverá um diálogo entre família e escola, orientador e supervisor. E para que tal verdade seja alcançada, previamente a família deve se acostumar a fazer parte da realidade escolar, caso eles não o façam. Entender que não deve haver disputa entre família e escola, mas enxergar a possibilidade de parceira.

Embora haja projetos como: Programa Escola da Família, o qual tem como objetivo o de colocar a comunidade dentro da escola, através de oficinas que trabalham com esporte, cultura e saúde. Assim temos o Decreto nº 48.781, de 7 de julho de 2004, o que Institui o Programa Escola da Família - desenvolvimento de uma cultura de paz no Estado de São Paulo e dá providências correlatas, mediante GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições legais e à vista do disposto no artigo 3º da Lei nº 11.498, de 15 de outubro de 2003,

Decreta:

Artigo 1º - Fica instituído o Programa Escola da Família - desenvolvimento de uma cultura de paz no Estado de São Paulo, com o objetivo de desenvolver e implementar ações de natureza preventiva destinadas a reduzir a vulnerabilidade infantil e juvenil, por meio da integração de crianças e adolescentes, a fim de colaborar para a construção de atitudes e comportamentos compatíveis com uma trajetória saudável de vida.

Artigo 2º - O Programa Escola da Família tem como proposta a abertura das escolas públicas estaduais aos finais de semana, com o propósito de atrair os jovens e suas famílias para um espaço voltado à prática da cidadania, onde são desenvolvidas ações socioeducativas, com o intuito de fortalecer a autoestima e a identidade cultural das diferentes comunidades que formam a sociedade paulista.

Parágrafo único - O Programa será desenvolvido mediante diretrizes estabelecidas pela Secretaria da Educação.

Além desse também temos: Plano de Mobilização Social pela Educação, elaborado pelo (MEC), que tem como fundamento a educação como um direito e dever das famílias, tendo em vista que, em suas palavras:



“Quando a sociedade incorporar a educação como valor social e se mobilizar para que todos e cada um dos brasileiros tenham educação de qualidade será possível responder a esses desafios. Essa é a razão para o chamado feito pelo Ministério da Educação aos diversos segmentos sociais para que participem do esforço pela implementação do PDE em prol da melhoria da educação brasileira”.

Desta forma é destacado por eles, como foco da mobilização as Famílias:  pais, mães e responsáveis por alunos das escolas públicas da educação básica crianças; os Conselhos Escolares; Escolas: diretores, professores, coordenadores, demais profissionais). Tendo como lógica deste processo:
   Atividades: resultados da leitura das diretrizes do Plano de Metas do PDE  Atores-chave: lideranças dos diversos segmentos sociais e voluntários (mobilizadores)
  Público a ser mobilizado: famílias e comunidade; escolas e conselhos escolares; órgãos de controle e proteção à criança e ao adolescente.
Para o Plano de Mobilização Social pela Educação, a Lógica da Mobilização deve ser dividida assim:




Segundo Kaloustian (1988, p.22):

“A família é o lugar indispensável para a garantia da sobrevivência e da proteção integral dos filhos e demais membros, independentemente do arranjo familiar ou da forma como vêm se estruturando. É a família que propicia os aportes afetivos e, sobretudo materiais necessários ao desenvolvimento e bem-estar dos seus componentes. Ela desempenha um papel decisivo na educação formal e informal, é em seu espaço que são absorvidos os valores éticos e humanitários, e onde se aprofundam os laços de solidariedade. É também em seu interior que se constroem as marcas entre as gerações e são observados valores culturais”.

Porém não basta colocar as crianças na escola, é preciso acompanhá-las frequentemente e ajudá-las.
Todavia, se a família a coloca na escola, mas não a acompanha pode gerar na criança um sentimento de negligência e abandono em relação ao seu desenvolvimento.

“Por falta de um contato mais próximo e afetuoso, surgem as condutas caóticas e desordenadas, que se refletem em casa e quase sempre, também na escola em termo de indisciplina e de baixo rendimento escolar” (MALDONADO,2002 Apud JARDIM, 2006, p.20).

Assim, em linha gerais, não basta somente abrir a escola nos finais de semana, afim de juntar pais e filhos, deve acontecer antes disso um preparo, e este preparo deve ser o “diálogo” entre família e escola, pais e filhos.

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6. Percurso metodológico

Como percurso metodológico, que entendemos como: o que envolver como caminhos a serem trilhados para alcançar os objetivos pretendidos (atividades, estratégias, habilidades, trato interdisciplinar, envolvimento dos segmentos da escola, construção coletiva).
Entretanto, quanto aos métodos, seriam necessários: a realização de palestras sobre a importância da comunicação e como isso pode ser alcançado.
Enfim, tal palestra será realizada em etapas: num primeiro momento, separadamente, com os alunos; posteriormente, da mesma forma, com os professores; e, por fim, com os familiares. Num último encontro, de forma mais prática, serão envolvidos todos, podendo ser dentro, ou fora do ambiente escolar.
E por que isso é necessário? Para que haja uma educação de qualidade deve haver, antes de tudo, uma boa comunicação e postura, dentro e fora do ambiente escolar. Tal realidade será não só importante para o “aqui e agora”, mas para a posteridade; porque a escola também é lugar de interação com o outro, e para que isso ocorra eficazmente é necessário saber se comunicar.
E por que incluir professores e familiares? Para que haja uma boa relação entre a comunicação de ambos, pois isto será de grande valia para a aprendizagem dos alunos.

­7. Recursos

Como recursos, contaremos com a disponibilidade humana, sendo este que torna exequível o projeto.
Segundo já abordamos bastante, o tema proposto é de conciliar a família ao seio escolar. Para isso, será necessário:

ü  Palestra (trazendo a realidade atual na escola e mundo, e como pais e professores têm que se atualizarem a essa nova realidade, sendo parceiros);
ü  Reuniões (onde possam ser ouvidos os pais e os professores);
ü  Atividades em finais de semana (dentro, ou fora, do ambiente escolar; podendo, desta forma, pôr em prática elementos aprendidos).

Quanto ao recurso material, será interessante a confecção de uma breve apostila sobre os pontos importantes sobre como se deve portar a família e a escola, para que haja uma interação satisfatória.
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8. Cronograma de atividades

Como cronogramas das atividades, podemos ressaltar que, segundo o tema escolhido, deverá ser realizado, assim no começo do ano letivo, uma palestra com todos os familiares sobre a importância dos mesmos no processo de ensino-aprendizagem de seus filhos, apontando como estes deverão agir para que haja um elo entre eles e a escola.
Posteriormente, o orientador deverá realizar reuniões com os professores e, de igual forma com os pais, afim de ouvi-los e auxiliá-los quanto a mudanças necessárias. Nesta reunião poderá se dá mensalmente, ou trimestralmente, vendo possibilidades de presença da família na mesma.
E, por fim, pode-se ser trabalhado tais elementos aprendidos em festas comemorativas (dia das mães, pais, etc.) ou até mesmo fora do ambiente escolar. Isto ficará a critério da escola. Uma sugestão seria no final de ano fazer uma festa, com uma breve palestra, apontando os alvos conquistados aquele ano, tendo, por fim, um momento de confraternização entre família e escola, reafirmando ainda mais laços de amizade e comprometimento.

­ 9. Avaliação

“A avaliação significativa se faz no próprio processo, como parte dele, enquanto ele se desenvolve, sem que, para isto, se deva sempre realizar uma parada formal” (GANDIN, 2000).

Este é um procedimento que mostra se o que está sendo desenvolvido avança na direção dos objetivos. A avaliação é constante e mostra como vai indo o desenvolvimento do projeto.
Desta maneira, a avaliação será desde o início ao fim. Visando o trabalho coletivo e individual.
Não deve se tratar de “supostas notas” que a escola receberá, ou até mesmo os pais, alunos, etc., mas como alcançaremos o nosso alvo que é: O Crescimento do corpo docente.
Assim, ao nos reunirmos com os professores em conselho escolar, devemos apontar onde progredimos e regredimos, afim de haver mudanças positivas. Ainda mais que teremos palestras que nos ajudarão no quesito “comunicação”.
Por fim, esta avaliação será, também, pelo Supervisor do setor em suas visitas à nossa unidade escolar, que encaminhará um relatório à Secretária da Educação ao final do ano escolar.

10. Considerações Finais

Em suma, baseando-se na necessidade de valorizar, e sabendo que o ato de educar depende, essencialmente, de uma relação entre família e escola. Para tal, deve haver como ponte entre ambos, sendo este o orientador.
Desta feita, não apenas alunos e professores são alvos do Orientador, mas também entram os funcionários em geral, demais técnicos, a comunidade onde a escola se situa e, por fim, os pais ou responsáveis – a família em si.
Tudo isso será realizado como uma grande equipe que a escola é. E como diz o ditado: Sozinhos vamos mais rápido, mas juntos vamos mais longe. E queremos ir mais longe. Assim, tão importante é ligar esta ponta a escola e a estende-la aos familiares.
Por conseguinte, não deve existir entre o Supervisor de Ensino e o Orientador uma tensão educacional, pois o papel deste é de auxiliar, criando uma equipe forte, para que o trabalho escolar possa se dar de forma completa – Supervisor auxiliando Orientador, que por sua vez dialoga com os atores da escola, alunos e pais, fechando o círculo da Educação de qualidade.

11. Referências Bibliográficas


LAGAR, Fabiana; SANTANA, Bárbara Beatriz de; DUTRA, Rosimeire. Conhecimentos Pedagógicos para Concursos Públicos. 3. ed. – Brasília: Gran Cursos, 2013.

Sites de Pesquisa:









quinta-feira, 2 de junho de 2016

Plano de Aula - Fundamental I

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Tema da aula: Produção de Textos - Origami
            Data:  ____/____/____
            Tempo de duração da aula: duas horas/aulas de 50 minutos cada
             Aula para: Ensino Fundamental (I) - 5º ano
             Disciplina: Língua Portuguesa


1. Conteúdos

O conteúdo que será explorado, pelos alunos, ao longo da aula será do conhecimento sobre a produção de textos – nessa aula abordaremos a elaboração de um origami.
Assim, neste trabalho, os alunos realizaram a sequência didática DESCREVER/PRESCREVER AÇÕES ou INSTRUIR (Manual de instrução).
Com isso, abordaremos uma breve explicação sobre a história e importância dos origamis antes mesmo de entrar na realização do trabalho manual propriamente dito.

2. Objetivos

Nosso objetivo educacional é o aluno. Por conseguinte, nossa principal função, como educadores, é que haja uma aprendizagem efetiva e duradoura. Para isso, é preciso que existam propósitos definidos e auto atividade reflexiva dos mesmos.
De tal forma, a autêntica aprendizagem ocorre quando o aluno está interessado e se mostra empenhado em aprender, isto é, quando está motivado. É a motivação interior deste que o impulsiona e vitaliza o ato de estudar e aprender. Eis, para nós, a importância do ensino-aprendizagem desta presente aula:

1. Aprimorar o desempenho do aluno na produção textual oral e escrita, adequadas ao ensino fundamental II.

 2. Apontar a eficiência da metodologia de Bernard Schneuwly, aprimorando a competência do aluno para um melhor desempenho textual oral e escrito, tanto na vida como na escola.
3. Diferenciação de Narrativas e outros gêneros literários.

Assim, ao término da aula, o aluno será capaz de compreender as diversas formas de textos e suas produções. Que o texto, enfim, não se limita a um único padrão, fechado, restrito, mas pode ser divertido e diferente do que ele estava habituado a escrever, criar ou ler e interpretar.

3. Recursos

Para a realização deste trabalho, serão necessários alguns materiais, tais como:

 Folha sulfite colorida;
Tesoura ou régua;
  Manual de instrução para confeccionar o Origami.

Seguem a seguir  modelos de Manual de Instrução para a confecção do Origami. Sendo eles modelos fáceis, visando a faixa etário dos alunos.



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Neste mesmo blog já falamos sobre este assunto Origami, mas para o ensino fundamental II, com modelos de origamis mais complexos. 



4. Etapas da aula

a) Introdução ao tema da aula

Duração prevista: 20 minutos.

Como introdução ao tema que trabalharemos, o professor deverá levantar questão sobre a história do Origami.
Assim, uma boa forma de contextualização do tema é chamar-lhes a atenção e fazê-los refletir sobre o tema apresentado: Produção de Textos – Origami.
Em suma, os alunos não apenas terão explicações teóricas, mas, também, realização atividades manuais de Produção de Textos.
A seguir, segue o quadro explicativo das diversas capacidades da linguagem que podemos trabalha como Produção de Testos, em nossas aulas de Língua Portuguesa. Assim, o professor deverá apresentar tal quadro e explicar os diversos modos de Gêneros Literários que existem.

PLANO DE ENSINO DE GÊNEROS LITERÁRIOS
PARA O ENSINO DE REDAÇÃO
CAPACIDADES DE LINGUAGEM
GÊNEROS DISCURSIVOS/TEXTUAIS
ARGUMENTAR
Carta de reclamação/ Carta de solicitação
Editorial
Textos de opinião/ Texto expositivo etc.
EXPOR
Artigo enciclopédico
Comunicação oral
Exposição oral
Resumo de texto expositivo ou explicativo
Diário íntimo
Notícia
Relato de experiência
NARRAR
Ficção científica
Novela
Romance
Epopeia
Biografia
Autobiografia
Lenda
Fábula
Contos de fada
DESCREVER/PRESCREVER AÇÕES
ou INSTRUIR
Regras de jogo
Receita
Regulamento
Manual de Instrução


b) Desenvolvimento da aula

Duração prevista: 30 minutos.

Após a introdução da aula, com o conteúdo teórico já mencionado no item anterior, apresente, agora, o conteúdo histórico sobre o Origami.
Uma dica, para que o mesmo não se torne chato e cansativo aos alunos, você poderá montar um cartaz explicativo e, em seguida, até mesmo, sentá-los em roda, para o início da história sobre o Origami. Este quadro pode conter as sequencias didáticas apontadas no item anterior.

Breve História do Origami


A palavra japonesa Origami é composta por dois caracteres. O primeiro origami deriva do desenho de uma mão e significa dobrar. O segundo, kami, deriva do desenho de seda e significa papel. A palavra kami também significa espírito e Deus. A história do Origami pode ser dividida em três grandes períodos:
Durante o período Heian (794-1185) o Origami era um divertimento das classes altas, as únicas que podiam comprar papel, que era um artigo de luxo.
Alguns modelos em Origami foram introduzidos nas cerimônias religiosas (Shinto). Os casamentos eram celebrados com copos de saquê (vinho tinto) dobrados em papel com borboletas, representando a noiva e o noivo. As borboletas fêmea e macho, simbolizavam a união.
Os guerreiros Samurai trocavam, entre si, presentes enfeitados com “noshi”, pedaços de papel dobrados em leque, de várias formas, seguros com faixas de carne seca.
Os mestres das cerimônias de chá recebiam diplomas dobrados de forma especial. Depois de os diplomas abertos estes não podiam voltar à sua forma inicial sem se realizarem outras dobras no papel.



Hoje em dia ainda se utiliza a expressão “Origami Tsuki” que significa “certificado” ou “garantia”, que funcionam como um selo de qualidade, conferindo autenticidade aos documentos de valor. No Período Muromachi (1338 – 1576) o papel tornou-se um produto mais acessível e o Origami começou a ser utilizado para distinguir as diversas classes sociais, conforme os adornos que as pessoas usavam.
Como optamos pela realização do Origami Tsuru, vale a pena trazer aos alunos o seu significado. A seguir, virá a explicação sobre este lendário e importante Origami.

História do Tsuru
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Tsuru é o símbolo do Origami japonês e significa boa sorte, felicidade e saúde. Inicialmente o Tsuru tinha apenas uma função decorativa, sendo utilizado, por exemplo, nos quartos das crianças. Mais tarde, o Tsuru foi associado às orações, sendo oferecido nos templos, juntamente com orações para pedir proteção.
Atualmente, nas festas de Ano Novo, casamento, nascimento e outras comemorações festivas, a figura do Tsuru está presente nos enfeites ou nas embalagens de presentes.

c) Atividades para os alunos

Duração prevista: 50 minutos.

A atividade será realizada individualmente, mas isso não impede a intervenção, e/ou ajuda do professor, ou amigo de classe, caso haja dúvidas em sua elaboração.
O professor, também, poderá trabalhar um segundo, ou mais, manuais de instruções, caso tenha-lhe sobrado mais tempo e os alunos tenham realizado rapidamente tal tarefa.
O ideal, seria, que um segundo origami fosse escolhido entre eles, assim, teriam autonomia em suas escolhas de realização. Para tal, forneceremos outros modelos de Origamis, ao qual você deverá imprimir e leva-los à aula, a fim de que os alunos possam escolher um entre outros modelos.

5. Avaliação

De acordo com o RCNEI (1998, p. 157), “a avaliação é um importante instrumento para que o professor possa obter o processo de aprendizagem de cada criança, reorientar sua prática e elaborar seu planejamento, propondo situações capazes de gerar novos avanços na aprendizagem das crianças”.
Mesmo este sendo um trabalho realizado com o Ensino Fundamental I, podemos ressaltar tal verdade para a aplicação da avaliação no trabalho ao qual realizamos.
Entendemos, por avaliação que: como ato dinâmico que qualifica e oferece subsídios ao plano de aula, além de imprimir uma direção às ações dos educadores e dos educandos.
Contudo, podemos dizer que a avaliação não pode ser um instrumento de exclusão dos alunos, mas sim, favorecer o desenvolvimento da capacidade do aluno de apropriar-se dos conhecimentos científicos, sociais e tecnológicos produzidos historicamente e deve ser resultante de um processo coletivo de avaliação diagnóstica.
Devemos acompanhar as atividades e avaliá-las – tal procedimento nos levará à reflexão. Concluímos que a avaliação – parte da necessidade de se conhecer a realidade escolar – busca explicar e compreender criticamente as causas da existência dos problemas, bem como suas relações e suas mudanças, se assim nos esforçarmos para propor ações alternativas.
Dividimos da seguinte maneira:

1. Avaliação contínua, em que todos os exercícios realizados em aula, além da participação do aluno em classe.

Assim, é de suma importância que o professor a realize com atenção, fazendo anotações, se necessário. Isso deve ocorrer, desde a apresentação do tema, durante as perguntas feitas pelo professor, ou aluno, suas respectivas respostas, até a finalização da explicação e realização das tarefas pertinentes ao tema abordado neste Plano de Aula.
Por fim, o professor perceberá que, o aluno entenderá tão maravilhoso é trabalhar com Gêneros Literários, e, assim, será quebrado um paradigma de que a matéria de Língua Portuguesa só tem temas chatos. O lúdico, com isso, será trabalhado de igual forma, tornando a aula ainda mais atraente aos alunos.


6. Fontes/Referências

Apostilas do Curso de Pedagogia da UNIP

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo/SP: Martins Fontes, 1994.


KOCH, Ingedore Villaça & ELIAS, Vanda Maria. Ler e Escreve: estratégias de produção textual. São Paulo/SP: Contexto, 2009.