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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Prova do Livro - Fundamental II - 6º ano




Livro: Emília no País da Gramática

Autor: Monteiro Lobato




     A trama do livro se passa quando Pedrinho, de férias no sítio de sua avó Dona Benta, recebe a sugestão de estudar gramática durante sua estadia lá. Mesmo um pouco relutante no início, ele acaba concordando e sua avó se propõe a ensiná-lo.  

     Porém Emília, a boneca de pano, sugere que ao invés estudar apenas pelos livros, eles deveriam mesmo é fazer uma viagem e visitar o tal País da Gramática pessoalmente. Por fim, de carona com o famoso gramático, o rinoceronte Quindim, iniciam esta grande aventura.

     
                                      Modelo de Prova


1. Por que, no início do livro, Pedrinho dizia que não queria estudar gramática com a avó?

Porque achava que bastava estudar na escola e que as férias seriam só para brinquedos.

2. Por que a avó achava que Pedrinho deveria estudar gramática nas férias? 

Porque recordar o que vinha aprendendo na escola lhe valeria muito quando as aulas recomeçassem.

3. Quais os personagens que vão fazer essa viagem junto com Pedrinho ao País da Gramática? 

Emília, Narizinho, Quindim e o Marques de Sabugosa.
  
4. Assinale a alternativa correta que complete a frase:  Pedrinho estudava gramática... 

a) meia hora, uma vez por semana, sentado no colo da avó.
b) vinte três horas e meia, todos os dias, sentado diante da avó.
c) vinte três horas e meia, uma vez por semana, sentado no colo da avó.
d) meia hora, todos os dias, sentado diante da avó.
e) NDA.

5. Como ficava Emília durante as lições? 

Emília ficava a piscar, distraída, como quem anda com uma grande ideia na cabeça.

6. Qual era a ideia que Emília tinha na cabeça?

Ir passear no País da Gramática em vez de ouvir falar de gramática.

7. Segundo o livro, os artigos são... 

a) pequenos e de nenhuma utilidade.
b) grandes e de nenhuma utilidade.
c) pequenos e de grande utilidade.
d) grandes e de grande utilidade.
e) NDA

  
8. Além da casa dos artigos, o mar dos substantivos, quais outros lugares eles visitaram – os quais podemos classificar entre as classes gramaticais? 

Entre os adjetivos, na casa dos pronomes, no acampamento dos verbos, os numerais, na tribo dos advérbios, na casa das conjunções, na casa das preposições e, por fim conheceu as interjeições. 

9. Qual o nome da cidade, do país da Gramática, que eles visitaram? 

a) Portugália.
b) Brasileirália.
c) Italópolis.
d) Galópolis.
e) NDA

10. Cite algumas palavras, descritas no livro, que não são mais utilizadas atualmente, sendo conhecidas como palavras arcaicas. Cite outras também que eram tidas como gírias, na época em que este livro foi escrito. 

Ogano (que vem do latim Hoc Anno que significa ‘este ano’); bofé (em verdade, francamente) estas são palavras arcaicas. Já como gírias temos: chutar; bilontra (malandro elegante); encrenca; bobo.








quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Plano de Aula para o uso do Novo Acordo Ortográfico


Tema da Aula: Perdendo o Medo do Novo Acordo Ortográfico  
Área de Conhecimento: Língua Portuguesa
Turma envolvida: Poderá ser trabalhada com qualquer turma, seja ela do Fundamental I, II e Médio (basta fazer as adequações adequadas a cada ano).
Tempo Estimado: Aproximadamente duas aulas

1. Conteúdo

O conteúdo que será explorado pelos alunos, ao longo das aulas, será o do conhecimento acerca do Novo Acordo Ortográfico.
Assim, a ênfase maior será no trabalho lúdico o qual será realizado juntamente com os alunos, a fim de que eles possam eternizar o tema proposto de forma mais satisfatória.

2. Objetivos

Nosso objetivo educacional, primordial, é o aluno. Assim, nossa principal função é que haja uma aprendizagem efetiva e duradoura, e para isso é preciso que existam propósitos definidos e auto atividade reflexiva dos mesmos. Sendo que a aula se torne prazerosa, envolvente e que o aprendizado seja internalizado pelo aluno.
Sabendo isso, a autêntica aprendizagem ocorrerá quando o aluno estiver interessado e se mostrar empenhado em aprender, enfim, quando estiver motivado. Desta forma, o professor deverá apresentar o tema da aula de forma dinâmica, pois é sabido que a motivação interior do aluno que impulsiona e vitaliza o ato de estudar, por fim, aprender.
Em suma, os objetivos desse plano de aula serão:

ü  Levar os alunos a pensarem o que significa de fato a palavra “ortografia” (etimologia) e sua importância.
ü  Entender o Novo Acordo Ortográfico e seus objetivos.
ü  Apontar as novidades introduzidas pelo acordo, sendo eles: no alfabeto; na acentuação; no emprego do hífen; o trema.
ü  Realizar um trabalho lúdico acerca do tema trabalhado neste plano de aula.

Assim, ao término deste plano de aula, os alunos serão capazes de perceberem o quão fascinante e empolgante pode ser nossa Língua Portuguesa, por conseguinte, nossa ortografia.

3. Recursos

Para a realização deste trabalho será utilizado os seguintes materiais:

ü  Sulfite;
ü  Grãos de Feijão;
ü  Saco plástico.

4. Etapas do Plano de Aula

Primeira Aula

a) Introdução ao Tema da Aula

Neste momento, o professor apresentará o tema aos alunos. Isso deverá ser feito de modo a causar curiosidade nos mesmos. Desta maneira, uma boa forma de contextualização do tema é chamar-lhes a atenção e fazê-los refletir sobre o tema apresentado: Perdendo o Medo do Novo Acordo Ortográfico.
O professor deverá apresentar, de forma clara e sucinta, questão sobre:

ü  O que significa a palavra “ortografia”?
ü  O que é o Novo Acordo Ortográfico?
ü  Quais as mudanças?

Em suma, eles não apenas terão explicações teóricas, mas verão realmente, na prática, o que mudou com esse novo acordo – o que para os alunos é bem mais empolgante.
  
b) Desenvolvimento da Aula

Comece a aula com algumas perguntas que irão instigar a curiosidade dos alunos, tais como:

ü  Quem sente medo só em pensar em “ortografia”, e pior, ao pensar na “nova ortografia”?

Deixe que eles pensem por uns instantes e parta para a próxima pergunta. Entretanto, o professor ainda não deverá responder a nenhuma destas perguntas.

ü  Vocês sabem o que significa a palavra ortografia? Sabem para que ela serve, afinal?

Mais uma vez eles vão pensar e vão dar suas respostas; apenas escute-as e não dê nenhuma dica. Prossiga com mais perguntas.

ü  Sabem porque “inventaram” esse tal Novo Acordo Ortográfico?

Aqui se fechará a rodada de perguntas e se iniciará as explicações a respeito do tema da aula. A seguir segue o texto que deverá ser apresentado e explicado pelo professor.

A palavra “ortografia”, nada mais é do que a junção, ou soma, de duas palavras de origem grega “orto” (ortw), com o significado de exato, direto, reto e “grafia” (que vem da palavra grega grafh) escrever; por fim, ortografia significa a ação de “escrever direito/exato”.
E falando de ortografia, podemos, depois de entender o significado desta palavra, entraremos no assunto do tema da aula sobre o Novo Acordo Ortográfico.
Enfim, o Acordo Ortográfico de 1990, assinado por oito países de língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau. Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste), teve a sua implementação no Brasil assim escalonado: 2009 – vigência ainda não-obrigatória; entre 2010 e 2012 – adaptação completa dos livros didáticos às novas regras; a partir de 2013 – observância plena e geral dos termos do Acordo.
Desta maneiro, o Acordo tem como finalidade unificar a escrita do Português, simplificar as suas regras ortográficas e, com isso, aumentar o prestígio internacional da língua.
Com isso, o que basicamente mudou com o Acordo é, sobretudo, a maneira de acentuar algumas palavras, grafar outras, o desuso do trema, o emprego do hífen e a reintrodução das letras “K, W e Y” ao alfabeto.

ü  Quanto à acentuação:

O que Muda
O que permanece igual
Trema:

Não se usa mais o trema na letra “u”, para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos “gue, gui, que e qui”, tais como: aguentar, frequência, linguiça, etc.

O trema permanece nas palavras estrangeiras e em suas derivadas, como por exemplo: Müller, mülleriano, Bündchen, etc.
Ditongos abertos “EI” e “OI” de palavras paroxítonas

Os acentos, nesses casos, entraram em desuso, tais como: ideia, apoia, etc.  

Porém, continuam a ser acentuados os monossílabos e as palavras oxítonas terminadas em “ÉIS, ÉU(S), ÓI(S)”, como podemos ver em: réis, céu, papéis, herói, etc.
 “I” e “U” tônicos depois de ditongos em palavras paroxítonas

Não se acentuam mais “I” e “U”  tônicos que aparecem depois de um ditongo em palavras paroxítonas, como: baiuca, feiura, etc.

Entretanto, continuam a ser acentuadas as oxítonas com “I” e “U” na posição final depois de um ditongo; exemplo: Piauí, tuiuiú.



Lembrete: Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas, tais como: metáfora, neurótica,lágrima, etc.

Palavras terminadas em “EEM” e “OO(S)”

Não se usa mais o acento circunflexo, tais como nos casos a seguir: leem, creem, doo, enjoo, voos.


Acento diferencial

Não se usa mais o acento diferencial em membros de alguns pares: para, pela, pelo, polo, pera, forma (opcional, para conferir clareza à frase).

Contudo, permanece o acento diferencial nos pares: pôde/pode; pôr/por; têm/tem; vêm  /vem. Derivados de “ter” e “vir” (mantém/ mantêm; convém /convêm; detém/detêm).
 Presente do indicativo e do subjuntivo de “arguir” e “redarguir”

Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas rizotônicas do presente do indicativo e do subjuntivo, tais como: arguo, arguis, argui, arguem, argua, arguas, argua, arguam.



ü  Quanto ao emprego do hífen:

Caso
Usa-se hífen
Não se usa hífen

1. Geral
Diante da letra “h”:
anti-higiênico, sub-humano, super-homem.
Com os prefixos “des” e “in” quando o segundo elemento perde o “h”, como em: desumano, inábil.









2. Prefixos terminados em vogal
Diante da mesma vogal:
contra-ataque, micro-ondas,
anti-inflamatório,
semi-interno.
Diante de vogal diferente:
autoescola, antiaéreo;

Diante de consoante diferente de r e s:
anteprojeto, semicírculo;

Diante de r e s: dobram-se essas letras:
antirracismo, antissocial,
ultrassom, antessala.

2.1. Prefixos “pré”, “pró”, “sota”, “soto” e “vice”
Diante de palavra iniciada por qualquer letra:
pré-vestibular, pró-europeu,
sota-capitão, soto-mestre,
vice-rei, vice-almirante.


2.2. Prefixos “co”

Aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por “o”:
coobrigação, coordenar, cooperar, cooptar.

2.3. Prefixo “re”

Aglutina-se com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por “e”:
reeditar, reescrever, reencarnar

3. Prefixo terminado em consoante
Diante de mesma consoante:
inter-regional, super-realista.
Diante de consoante diferente:
intermunicipal, supersônico;

Diante de vogal:
interestadual, superinteressante.

3.1. Prefixo “sub”
Diante de palavra iniciada por “b” ou “r”:
sub-base, sub-raça, sub-região.
Subalimentação, subchefe, subdividido, subprefeitura, subsalário, subunidade.

3.2. Prefixos “circum” e “pan”
Diante de palavra iniciada por m, n e vogal:
circum-navegação,
pan-americano.
Circuncentro, circungirar, circumpolar, circunvizinhança.

3.3. Prefixo “ad”
Diante de palavra iniciada por “d” ou “r”:
ad-digital, ad-renal.
Adjunto, adjunta.

3.4. Prefixos
“ex”, “sem”,
“além”,
“aquém”,
“recém” e “pós”
Diante de palavra iniciada por qualquer letra:
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação.


4. Sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como “açu”, “guaçu” e “mirim”
Quando o primeiro elemento termina por vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos:
amoré-guaçu, anajá-mirim,
capim-açu, Ceará-Mirim.


5. Palavras sentidas como unidades

Quando se perdeu a noção de composição da palavra:
girassol, madressilva,
mandachuva, pontapé,
paraquedas, paraquedista

  
Segunda Aula

a) Atividade com os Alunos

Esta aula será toda dedicada às atividades lúdicas para serem fixadas as regras aprendidas na aula anterior.
Neste momento o professor entregará as fichas do “Bingo Ortográfico” e explicará as regras, que são as seguintes:

ü  Os alunos receberam uma cartela, juntamente com grãos de feijão e fichas explicativas (estas fichas possuirão escritas as regras aprendidas na aula anterior).
ü  Em seguida, o professor, com a ajuda de outro aluno, sorteará as palavras e este aluno a escreverá na lousa.
ü  O aluno que tiver esta palavra em sua cartela colocará um feijão por cima da palavra e lerá a regra que estão nas fichas.
ü  Caso mais de um aluno possua a mesma palavra, só valerá quem for o primeiro a encontrar a regra que se enquadra na palavra e a ler em voz alta.
ü  Vence a competição quem cobrir todas as palavras com feijão.

5. Avaliação

De acordo com o RCNEI (1998, p. 157):


[..] a avaliação é um importante instrumento para que o professor possa obter o processo de aprendizagem de cada criança, reorientar sua prática e elaborar seu planejamento, propondo situações capazes de gerar novos avanços na aprendizagem das crianças.


Mesmo este sendo um trabalho realizado com o Ensino Fundamental II, podemos ressaltar tal verdade para a aplicação da avaliação no trabalho ao qual realizamos.
Entendemos, por avaliação que: como ato dinâmico que qualifica e oferece subsídios ao plano de aula, além de imprimir uma direção às ações dos educadores e dos educandos.
Contudo, podemos dizer que a avaliação não pode ser um instrumento de exclusão dos alunos, mas sim, favorecer o desenvolvimento da capacidade do aluno de apropriar-se dos conhecimentos científicos, sociais e tecnológicos produzidos historicamente e deve ser resultante de um processo coletivo de avaliação diagnóstica.
Devemos acompanhar as atividades e avaliá-las – tal procedimento nos levará à reflexão. Concluímos que a avaliação – parte da necessidade de se conhecer a realidade escolar – busca explicar e compreender criticamente as causas da existência dos problemas, bem como suas relações e suas mudanças, se assim nos esforçarmos para propor ações alternativas.
Entendemo-la da seguinte maneira, sendo esta avaliação contínua, em que todos os exercícios realizados em aula, além da participação do aluno em classe.
Assim, é de suma importância que o professor a realize com atenção, fazendo anotações, se necessário. Isso deve ocorrer, desde a apresentação do tema, durante as perguntas feitas pelo professor, ou aluno, suas respectivas respostas, até a finalização da explicação e realização das tarefas pertinentes ao tema abordado durante as aulas.
Por fim, o professor perceberá que, o aluno entenderá tão maravilhoso é trabalhar com a ortografia, e, assim, será quebrado um paradigma de que a matéria de Língua Portuguesa só possui temas chatos. O lúdico, com isso, será trabalhado de igual forma, tornando a aula ainda mais atraente aos alunos.

6. Referência e Fonte



Tabela de Acentuação Gráfica (Novo Acordo Ortográfico). Tabelas Objetivo, número 1. 


Exemplos para a confecção de cartelas para o Bingo Ortográfico


ex-aluno
girassol
capim-açu
ex-aluno
enjoo
pré-vestibular
autoescola
abóbora
ideia
mágico
Piauí
desumano
super-homem
apoia
Müller
aguentar



linguiça
ideia
mágico
Piauí
pré-vestibular
papéis
herói
têm/tem
Bündchen
leem
fenômeno
pontapé
pan-americano
ultrassom
paraquedas
apoia