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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Continuação: Dicas para o desenvolvimento argumentativo nas teses




Observando casos particulares para extrair uma lei geral

A indução é o raciocínio que, após considerar um número suficiente de casos particulares, conclui uma verdade geral. A indução, ao contrário da dedução, parte da experiência sensível, dos dados particulares. Por exemplo:
O cobre é condutor de eletricidade, assim como a prata, o ouro, o ferro, o zinco e outros metais. Logo, todo metal é condutor de eletricidade.
É importante que as experiências feitas sejam suficientes para permitir a passagem do particular para o geral. Entretanto, a indução também pressupõe a probabilidade, isto é, já que tantos se comportam de tal forma, é muito provável que todos se comportem assim.

Em função desse "salto", há maior possibilidade de erro nos raciocínios indutivos, uma vez que basta encontrar-se uma exceção para invalidar a regra geral. Por outro lado, é esse mesmo "salto" em direção ao provável que torna possível a descoberta, a proposta de novos modos de compreender o mundo. Por isso, a indução é o tipo de raciocínio mais usado em ciências experimentais.

Um tipo de raciocínio indutivo muito utilizado é aquele que se desenvolve a partir do argumento de autoridade. Um modo válido de apresentar uma evidência é utilizar o testemunho de uma pessoa, instituição ou obra para sustentar uma conclusão. Nesse caso, a indução se justifica da seguinte forma: a pessoa citada já emitiu vários juízos válidos a respeito do tema em pauta. Por isso, pode-se concluir que todos os seus juízos sobre o assunto são igualmente válidos.

Quando são utilizados livros, autores, enciclopédias ou especialistas para fundamentar um raciocínio, invoca-se sua autoridade no assunto. Por isso, é tão importante citar as fontes em trabalhos escolares ou científicos: dar o nome completo do autor e citar o livro onde foi lido, para que o leitor possa conferir se a idéia citada não sofreu deturpação.
A autoridade invocada precisa ser idônea, isto é, estar informada sobre o assunto considerado, e seu pronunciamento deve estar baseado em evidências objetivas que possam ser comprovadas por outras pessoas competentes. Somente nesse caso, a autoridade é digna de confiança e seu testemunho é evidência para a conclusão. Assim, o argumento será indutivamente correto.

Há, entretanto, muitos empregos incorretos desse tipo de argumento, dando lugar a falácias. Pode-se citar erroneamente uma autoridade ou interpretá-la incorretamente. Por exemplo, quando a afirmação é retirada de seu contexto original e aplicada em outro. Ou quando a "autoridade" citada é popular, mas não tem competência para opinar sobre o assunto. Neste caso, o apelo utilizado é meramente emocional, uma vez que nenhuma evidência lógica é oferecida.

O raciocínio também pode ser falacioso quando a autoridade, reconhecida por sua contribuição em um determinado campo, opina sobre assuntos que não estão dentro de sua área de competência e, portanto, seu testemunho não é confiável.

Portanto, é preciso tomar grande cuidado ao sustentar conclusões com o argumento de autoridade, pois a confiabilidade da indução dependerá, em grande parte, da idoneidade e da confiabilidade da autoridade utilizada.


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