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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Texto para Interpretação: A velha contrabandista


Leia o texto e responda às questões:




Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na mesma, com um bruto saco atrás do veículo. O pessoal da Alfândega – tudo malandro – começou a desconfiar da senhora.
Um dia, quando ela vinha em sua lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou-a parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou:
- Escute aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todos os dias, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva?
A senhora sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros que ainda adquirira no odontologista e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. Ela saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à senhora que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e o outro com muamba, dentro daquele saco.
No dia seguinte, quando a mesma passou montada na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou para outra vez. Perguntou o que ela lavava no saco e ela respondeu que era areia! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas às vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olhe, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando bastante. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas o saco só tem areia! – insistiu a velhinha.
E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que a deixo passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada à ninguém, mas a senhora vai me dizer qual é o contrabando que está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não espalha? – quis saber a velhinha.
- Juro! – respondeu o fiscal.
- É a lambreta!
(Stanislaw Ponte Preta)
Parte A:

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO


1. O que a velhinha carregava dentro do saco, para despistar o guarda? 

2. O que o autor quis dizer com a expressão “tudo malandro”? 

3. Leia novamente o 4º parágrafo do texto e responda: Quando o narrador citou os dentes que “ela adquirira no odontologista”, a que tipo de dentes ele se referia? 

4. Explique com suas palavras qual foi o truque da velhinha para enganar o fiscal. 

5. Quando a velhinha decidiu contar a verdade? 

6. Qual é a grande surpresa da história? 





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