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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Interpretação de Textos: Ensino Médio - Educação? Educações: aprender com o índio

  

 
Pergunto coisas ao buriti; e o que ele responde é: a coragem minha. Buriti quer todo o azul, e não se aparta de sua água – carece de espelho. Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.

João Guimarães Rosa
Grande Sertão: Veredas

Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar, para aprender-e-ensinar. Para saber, para fazer, para ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com a educação. Com uma ou com várias: educação? Educações. E já que pelo menos por isso sempre achamos que temos alguma coisa a dizer sobre a educação que nos invade a vida, por que não começar a pensar sobre ela com o que uns índios uma vez escreveram?
Há muitos anos nos Estados Unidos, Virgínia e Maryland assinaram um tratado de paz com os Índios das Seis Nações. Ora, como as promessas e os símbolos da educação sempre foram muito adequados a momentos solenes como aquele, logo depois os seus governantes mandaram cartas aos índios para que enviassem alguns de seus jovens às escolas dos brancos. Os chefes responderam agradecendo e recusando. A carta acabou conhecida porque alguns anos mais tarde Benjamin Franklin adotou o costume de divulgá-la aqui e ali. Eis o trecho que nos interessa:
 
“... Nós estamos convencidos, portanto, que os senhores desejam o bem para nós e agradecemos de todo o coração.
Mas aqueles que são sábios reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes das coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa idéia de educação não é a mesma que a nossa.
... Muitos dos nossos bravos guerreiros foram formados nas escolas do Norte e aprenderam toda a vossa ciência. Mas, quando eles voltavam para nós, eles eram maus corredores, ignorantes da vida da floresta e incapazes de suportarem o frio e a fome. Não sabiam como caçar o veado, matar o inimigo e construir uma cabana, e falavam a nossa língua muito mal. Eles eram, portanto, totalmente inúteis. Não serviam como guerreiros, como caçadores ou como conselheiros.
Ficamos extremamente agradecidos pela vossa oferta e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão, oferecemos aos nobres senhores de Virgínia que nos enviem alguns dos seus jovens, que lhes ensinaremos tudo o que sabemos e faremos, deles, homens.”
De tudo o que se discute hoje sobre a educação, algumas das questões entre as mais importantes estão escritas nesta carta de índios. Não há uma forma única nem um único modelo de educação; a escola não é o único lugar onde ela acontece e talvez nem seja o melhor; o ensino escolar não é a sua única prática e o professor profissional não é o seu único praticante.
Em mundos diversos a educação existe diferente: em pequenas sociedades tribais de povos caçadores, agricultores ou pastores nômades; em sociedades camponesas, em países desenvolvidos e industrializados; em mundos sociais sem classes, de classes, com este ou aquele tipo de conflito entre as suas classes; em tipos de sociedades e culturas sem Estado, com um Estado em formação ou com ele consolidado entre e sobre as pessoas.
Existe a educação de cada categoria de sujeitos de um povo; ela existe em cada povo, ou entre povos que se encontram.

Exercícios

1. O autor afirma que “todos os dias misturamos a vida com a educação. Com uma ou com várias: educação? Educações”. Qual o significado dessa afirmação?

Resposta: O significa de tal afirmação é que a própria vida é uma escola, e que em todos os lugares, sejam eles qual forem nos serve para aprendermos algo novo, serve pra nos educar. Com isso, podemos dizer que não há só um tipo de “educação”, mas há vários; por tal motivo foi a firmado “educações”. Dependendo do lugar e das características do que ali convivem. Em outras palavras, o que é educação para um, para o outra talvez não sirva para o mesmo fim.  

2. Se não há uma única forma, nem um único modelo de educação, e se a escola não é o único lugar onde ela acontece, que outros ambientes educativos você consideraria como alternativa de formação de cidadãos críticos, criativos e participativos para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária?

Resposta: Sim, podemos dizer e concordar que a escola não é o único lugar onde podemos encontrar uma educação completa. Mas, podemos dizer que o primeiro, e o mais importante, ambiente onde se deve começar a educação é em casa. Se lá, no próprio lar, a criança, desde mais nova, não encontrar alicerce firme, ficará complicada, para ela encontrar em outro lugar- não que seja impossível, mas será complicado, uma vez que esta tem como espelho os pais, que não são um “bom exemplo”.

3. “A educação pode existir livre, ou imposta por um sistema centralizado de poder que acaba por reforçar a desigualdade entre os homens”. Diante desta afirmação, pode existir educação neutra?

Resposta: Creio que não haja uma educação neutra, pois ela sempre acaba se encaixando um modelo citado como livre, ou imposta.

4. No antepenúltimo parágrafo do texto, o autor mostra, respectivamente, a força e a fraqueza da educação. Releia estes dois parágrafos e explique:

a) Quando a educação se constitui uma força para a sociedade?

Resposta: A educação se constitui uma força quando ela se encaixa com o que realmente é preciso por tal sociedade.

b) Quando ela (a educação) apresenta fraqueza, que acaba por prejudicar uma sociedade?

Resposta: A educação se apresenta como fraqueza quando ela não se adapta com a realidade de tal sociedade.

5. No último parágrafo o autor afirma que a educação visa “transformar sujeitos e mundo em alguma coisa melhor”, lembrando ainda a fala do índio: “... e deles faremos homens”. Mas afirma, também, que na prática, nem sempre a educação contribui para isto: “... eles eram, portanto, totalmente inúteis”. Como você vê essa dicotomia?
Resposta: Creio que a verdadeira educação é aquela que se encaixa com o meio em que a mesma será executada.

6. Com base nas suas respostas, faça uma síntese do seu entendimento sobre o texto. (em torno de 20 linhas).

Resposta: Educação é algo muito importante. Podendo ser de diferentes formas, considerando o verdadeiro valor de cada sociedade. 
A vida pode ser considerada uma escola, e que em todos os lugares, sejam eles qual forem nos serve para aprendermos algo novo, serve pra nos educar. Com isso, podemos dizer que não há só um tipo de “educação”, mas há vários; por tal motivo foi a firmado “educações”. Dependendo do lugar e das características dos que ali convivem. Em outras palavras, o que é educação para um, para o outra talvez não sirva para o mesmo fim.  
Com isso, podemos dizer e concordar que a escola não é o único lugar onde podemos encontrar uma educação completa. Mas, podemos dizer que o primeiro, e o mais importante, ambiente onde se deve começar a educação é em casa. Se lá, no próprio lar, a criança, desde mais nova, não encontrar alicerce firme, ficará complicada, para ela encontrar em outro lugar- não que seja impossível ,mas será complicado, uma vez que esta tem como espelho os pais, que não são um “bom exemplo”.
Cremos que não haja uma educação neutra, pois ela sempre acaba se encaixando num modelo citado como livre, ou imposta.
Tal educação se constitui uma força quando ela se encaixa com o que realmente é preciso por tal sociedade. Já esta é relacionada com fraqueza quando ela não se adapta com a realidade de tal sociedade.

Em suma, a verdadeira educação é aquela que se encaixa com o meio em que a mesma será executada.

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