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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Comunicação, ou falta dela?

Em pleno século XXI, onde mais se comunica – através de redes, fax, telefone, internet, canal a cabo, ou até via-satélite – encontramos um terrível paradoxo: falta de comunicação. Como pode ser possível?
A ambiguidade de encontrar em tal palavra – comunicação – remete-nos a refletir: Em que mundo estamos vivendo? E o que restará, deste mundo que construímos, à geração futura?
Vivemos numa sociedade totalmente egoísta e egocêntrica. O “outro” é esquecido, deixado de lado. Em tal mundo “globalizado” não temos tempo para, nem paciência para compreendemos nosso próximo. Neste mundo, onde mais deveria haver a “comunicação verbal”, não há. Por quê?
Por conseguinte, vemos ao outro da mesma forma que o capitalismo vê o mundo. Tudo é descartável, de igual forma a humanidade. Pais não mais conversam com seus filhos – vise-versa. Temos vários contatos, mas nenhum amigo real; assim, vivemos num mundo virtual – cercado por meios de comunicação, mas a comunicação não existe realmente.

O Vento...

Vento sopra e traga lembranças antigas
Chuva suave, junto à brisa
Refrescam e trazem momentos antigos.

O ontem se torna agora em minha memória.
Viagem em dentro de si...
Vem como num sussurro e olha...
Alegre e calorosa lembrança
Momentos bons de outrora
Agora, mais do que nunca, vivos no coração.

Vem, retorna e retoma
Com fulgor as suas lembranças,
Seus sentimentos, belos momentos...

Você, ó tempo, tudo apaga.
Mas, jamais, isto apagará.
As saudades, esta vou guarda eternamente
Em minha mente.

E quando o fim vier,
E não mais aqui estiver,
Em saudosa lembrança ficarei aqui.
Mas todas terei, guardadas em mim.
Memórias que jamais se apagarão.

Chover

Chuva boa, chuva doce...
Tão suave, tão sublime...
Traz aos campos o renovo
E as plantas, salvação.

Chuva má, chuva amarga...
Tão furiosa, tão cruel...
Traz às cidades o transtorno
E às pessoas o fel...

Hora, para uns boa.
Hora, para outros má.
Água que mata a cede,
Também mata de sede,
Se a mesma nos faltar!

Água, que nos traz confusão...
Esta não me mata a sede, não,
Mas sim meu coração!

Da janela olho a chuva...
Gota a gota, a cair
Cai, sublime...
Cai, amarga...
Gota a gota, a cair!

Chora meus olhos cada lágrima
A olhar a chuva então
Faço uma petição:
Oro a Deus para que não caia
O telhado sobre meu coração.

Chuva que sara, e mata.
Chuva que constrói, e destrói.
Tal chuva já encheu minha casa
E levou minhas ilusões...

Flecha

O amor, agora, acertou-me
E estou assim...
Pensando em ti
Este amor que me conquistou
És tu, meu amor
E ninguém mais!

A dúvida, tornou-se certeza
O medo, paz
A tristeza, pura alegria

E o meu coração que estava sozinho
Encontrou em teus caminhos
O afago desejado, esperado.

Agora tens o meu coração,
Meus pensamentos, meu corpo,
Meu desejo...
E fazes parte dos meus sonhos mais secretos!
Amo-te muito...
Hoje mais do que ontem.

Comunicação, ou falta dela?

Amor Oculto

Eu amo alguém
Que eu mesma não conheço
Eu amo alguém
Que eu nunca vi.
Eu amo uma pessoa desconhecida,
Mas sei que vive em meus sonhos e
Está dentro de mim.
Este amor é que me fortalece.
Vivo sonhando com ele...
Quero encontrá-lo!
Tento achá-lo...
Mas só encontro desagrado.

Este amor oculto é
Quem me faz sofrer...
Se ao menos ele ligasse,
Eu teria certeza,
Mas nem isto eu tenho!

Penso só no dia em que eu o encontrar...
O que irei falar?
Este amor oculto me deixa louca,
Porque na verdade eu não o conheço e
Nem sei se ele existe na terra!
A única certeza que tenho
É que este amor existe em mim...
E tal sentimento é muito grande e poderoso!

Ele deve ser real...
Ele deve existir...
Por favor!

O amor que sinto nada pede de valor,
Apenas ser correspondido...
Só quero ser amada!

E este amor oculto,
A quem tanto sentimento nutro,
Encontrarei...
Sim, de tudo farei pra lhe encontrar
E meu sonho realizar!