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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Existe um imaginário científico?



Este texto coloca que a característica essencial das sociedades modernas é o
dualismo existente. De um lado, a subjetividade expressa pela paixão e, do
outro, a objetividade expressa pela razão. A produção de imagens ligada à afetividade e, a concepção de idéias elaboradas pela inteligência. O que é considerado afetivo, subjetivo é considerado a parte prazerosa, divertida da vida.
E o que é considerado ligado à razão está ligado à responsabilidade, ao trabalho, à atividade considerada séria, sem a sensação do deleite da vida, da alegria contida no simples viver.
É uma visão do Ocidente que diferencia as funções da arte e da ciência. Enquanto a arte nos traz leveza, fantasia, permitindo-nos dar e receber prazer,
a ciência não nos permite a intuição e visão, procurando na racionalidade a com
preensão do mundo. Percebeu-se que esse conceito de ciência livre de qualquer subjetividade não existe.
Já ocorreu em algumas criações artísticas, a ficção literária preceder a realidade das descobertas científicas e de suas aplicações técnicas, como por exemplo, Cem mil
léguas submarinas (1883), que influenciou a construção de submarinos. E também
como exemplo, Admirável mundo novo, de Aldous Huxley (1932), que teve a intuição
dos bebês de proveta". Já foi constatado que antes de serem pensadas por cientistas, muitas invenções foram imaginadas primeiro por escritores e poetas.
Verifica-se também atitudes contrárias, ou seja, baseado na ciência, novas atividades surgem como a junção de religião e física - movimento espírita, religião e
psicologia - novas formas de psicoterapia; assim como o imaginário científico e
o imaginário numérico com as descobertas mais recentes da física quântica.
Observaram que o processo científico e o processo literário consiste em fazer variar os pontos de vista. É a razão pela qual a ciência evoluiu ao longo da história.
Concluíram que a ciência e a arte não buscam copiar a realidade e descrever o mundo tal como é, mas criar sistemas simbólicos para apreciá-lo, para tornar a vida
algo mais confortável e prazeroso. Assim como concluíram também que a imaginação está presente nas intuições, sonhos, iluminações através de pensamentos como Descartes (um dos pensadores) e, também está presente nas pesquisas, nas experimentações, nas análises científicas, como Newton, ligado ao método científico.
A imaginação presente nas artes plásticas, em suas respectivas épocas com Rodin, Cézanne e Picasso trouxe novos meios de ver e também de conhecer novas possibilidades e, pela novidade, foram rejeitados pela maioria de seus contemporâneos como algo "não realista".
O mesmo ocorreu no âmbito da ciência com Einstein, Plank e Heisenberg quando inventaram novas maneiras de perceber e compreender a natureza - a teoria da relatividade. Na psicologia, algo que até hoje nos perturba é a invenção da psicanálise de Freud.
Por conseguinte, verifica-se que a ciência não tem liberdade total, pois as experiências devem ser desenvolvidas sob controle escrupuloso. Importante lembrar que faz parte da ciência a representação visual: a formalização gráfica, o esquema explicativo, a imagem numérica.

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